Política com p maiúsculo e a nova diretora do HRTM

Há um esforço por parte dos adversários de Fátima Bezerra em desconstruir decisões da governadora atribuindo às mesmas um viés exclusivamente político. Tais opiniões supostamente “abalizadas”, contudo, padecem de uma miopia extraordinária.


Prova mais recente disso é a narrativa construída por pretensos profissionais da informação em torno da troca de comando do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).


Tanto adversários quanto companheiros de partido desavisados compraram a versão de que a troca na direção do HRTM atende apenas ao jogo pré-eleitoral de acomodações políticas.


Evidentemente, não se pode incorrer na ingenuidade de pensar que a passagem de bastão entre as duas assistentes sociais - Herbênia Ferreira e Francisca Nilza Batista - não atenda também, em alguma medida, aos interesses advindos das negociações de apoio que a governadora Fátima Bezerra está recebendo, já que um político e candidato (no caso dela à reeleição) não pode rejeitar alianças proveitosas e votos.


Entretanto, há uma longa distância entre o provimento de uma cargo relevante por critério exclusivamente político, ato voltado apenas a atender um aliado, e a conciliação oportuna (própria da Política com p maiúsculo) entre a necessidade de selar uma aliança e a nomeação de uma servidora qualificada, com experiência na área relativa ao cargo que ocupará.


Nesse sentido, a governadora, quando esteve em Mossoro no dia 13 de dezembro, externou a mim o quanto estava impressionada com o currículo da agora diretora do hospital, Francisca Nilza Batista - conhecida popularmente como “Branca” - de modo a considerar que colocá-la na direção do HRTM cumpriria as exigências de qualificação técnica e continuidade do excelente desempenho de Herbênia Ferreira, que há muito havia pedido para ser substituída para gozar de merecido e necessário descanso após enfrentar a fase mais negra da pandemia à frente do HRTM.


Aqueles que fazem da notícia seu meio de vida mas que não se aproximam dos atores mais importantes dos fatos políticos precisam repensar seu papel na mídia do século XXI.


O tempo sombrio da demonização da política - que viabilizou a ascensão do fascismo - já passou. E, em breve, a era da pós-verdade, da mídia divorciada de fatos e boas fontes também passará..






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